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A burrice do ensino

A Reforma do Ensino Médio, inicialmente proposta pelo governo de Michel Temer em setembro de 2016 como medida provisória e aprovada em fevereiro de 2017, é uma piada. Temer faz uma tentativa “cômica” de imitar o modelo de ensino dos Estados Unidos enquanto, ao mesmo tempo, suja a imagem da democracia, ao tentar impor uma “medida provisória” sem consultar a população. Um assunto importante como tal merece a participação de todos. Ainda mais, a proposta tenta encorajar a terceirização, que é basicamente a substituição de um professor por outro, geralmente menos qualificado, mas que trabalha por um salário menor. Esse terceirizado é apontado por uma empresa, que lucra com isso.

Cotas: uma solução inadequada

É inegável que, em um país com profundas desigualdades, é essencial que o Estado promova processos de inclusão, uma vez que é sua obrigação criar oportunidade para aqueles que não conseguem se aproximar do ideal de igualdade imposto pela Constituição e são condenados a permanecer às margens da sociedade. No entanto, existem duas formas de tentar corrigir esta situação: governos podem investir na melhora da qualidade de escolas públicas, garantindo um maior desempenho destes alunos nos vestibulares; ou a universidade pode discriminar esses alunos já marginalizados, dando pontos extras, garantindo uma fração das vagas para esse grupo exclusivo.

Mente imatura em encruzilhada

“Para o que você vai prestar?” e “Já sabe o que vai fazer?” são algumas das perguntas que mais assombram a maioria dos adolescentes brasileiros. A escolha da profissão no período do fim do Ensino Médio é um momento de pressão, estresse e, muitas vezes, escolhas erradas feitas pelos vestibulandos. Mas será que quem está errado é o estudante, ou é esse sistema que obriga jovens a fazerem escolhas tão importantes ainda tão cedo?

Censurando nossos professores?

A instabilidade política atual de nosso país causou discussões em todas as instâncias, incluindo a escolar. Por isso, é normal que os professores e mentores sejam perguntados sobre política ou queiram emitir suas opiniões sobre o assunto. O projeto de lei “Escola sem Partido”, apresentado por Marcel van Hattem (PP), quer colocar limites e regras para o que é falado nas escolas, não só sobre assuntos atuais, mas sobre qualquer questão que possa ser interpretada de mais de uma maneira, com o objetivo de acabar com a “doutrinação ideológica” nas salas de aula. Mas estaria sendo promovida a imparcialidade no ensino ou a censura de intelectuais? – Por: Mateus Alvarenga.

Educação e criatividade: uma conexão essencial

A criatividade pode ser definida como a capacidade de criar, produzir ou inventar, mas muitos acreditam que ser criativo é algo exclusivo. Apenas algumas pessoas nasceram criativas, um pouco “loucas”, que pensam fora da caixa (“think outside the box”). Com essa definição generalizada, acabamos seguindo padrões com medo de se arriscar, medo de sermos criativos demais e não chegarmos a lugar algum. Desse modo, as pessoas acabam se privando de oportunidades e até mesmo de encontrar seus talentos. – Por: Laura Gerab da Veiga.

A harmonia da vida

A música é muito influente em nossas vidas desde pequenos, e se tornará cada vez mais importante com o passar dos anos e das gerações. Ela se mostra como uma ciência exata, com suas métricas e regras de harmonia, mas também como uma forma de arte, com sua capacidade de nos provocar emoções e sensações. Sendo assim, quais seriam sua aplicações e a melhor forma de compreendê-la?

A sombra da ditadura na educação pública

A Ditadura Militar (1964-1985), um dos momentos mais sofridos e polêmicos de toda a história brasileira, teve grande influência na rotina dos que viveram nessa época. Mas o que nem todos percebem é que esse regime tem sua influência até os dias de hoje nas vidas dos brasileiros, como na educação pública recebida por grande parte deles. Para uma boa parcela da população, a educação precária recebida do Estado atualmente é, em parte, resultado de ações tomadas pelo governo militar daquela época. – Por: Guilherme Corrêa do Vale.

Tecnologia na sala de aula

O uso de telefones celulares e tablets, em um mundo atualmente dominado por tecnologia , mostrou-se algo cada vez mais comum, principalmente nos últimos anos com sua ascensão e seu desenvolvimento. Esse grande e rápido crescimento levou a muitas escolas e instituições de ensino autorizarem o uso de tablets em salas de aula para fins educativos. Segundo a pesquisa TIC Educação 2013, o uso da tecnologia em sala de aula, ainda é voltado para aprender como utilizá-la, e a sua apropriação é um grande desafio.

A catástrofe do ensino brasileiro

Há um abismo que separa educação pública e privada no Brasil – e a grande maioria das pessoas está ciente desse fato. Não é raro ver em jornais notícias sobre violência cometida pelos alunos, sobre os baixos salários dos professores ou ainda sobre a precariedade das escolas. Mas, vendo esporadicamente e vivendo longe dessa situação, esquece-se o quão miserável está a educação do país.

Retrocesso do ensino brasileiro

A cada ano que passa, podemos perceber uma piora no ensino brasileiro. Dados do “Relatório de olho nas metas 2012” informam que, em 2011, apenas 10% dos alunos que concluíram o ensino médio sabiam o que realmente deveriam saber de matemática. O país está se desenvolvendo e ganhando importância cada vez maior; entretanto, a educação dos jovens brasileiros retrocedeu de 2009, quando 11% dos alunos sabiam esses conteúdos de matemática. Em nenhum dos anos foi alcançada a meta de 20% dos alunos, estabelecida pelo movimento Todos pela Educação. Os inaceitáveis resultados do Ensino Médio causam preocupação na população. Além de tudo, são esses alunos que concorrerão à importante prova do vestibular, decidindo assim, na maioria dos casos, a carreira que irão seguir. Contudo, seria deplorável ver que esses resultados são os piores, comparado com o Ensino Fundamental.