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Um “Era uma vez” que já era

De forma determinista, podemos pensar que desde que nascemos, somos moldados pela sociedade, pela mente coletiva, e levados a acreditar que o mundo seja dividido entre céu e inferno, homens e mulheres, negros e brancos, o bem e o mal, o certo e o errado. Com a evolução da ciência e da psicanálise, todavia, tem se visto um aprofundamento na compreensão dos porquês do mundo e um reposicionamento das pessoas em relação a suas ideologias, antes baseadas em conceitos pré-estabelecidos e dogmas. Isso tem se refletido diretamente, e cada vez mais, na produção da indústria cultural, que tem de se adaptar a um consumidor mais pensante. Nesse sentido, a Disney vem criando diversos filmes com novos conceitos sociais, que não seguem mais à risca seu antigo padrão de contos de fada. Esse é o caso do filme “Malévola”, estrelado por Angelina Jolie, em que vemos um aprofundamento na história da vilã do conto “A Bela Adormecida”, animado pela produtora em 1959. Acompanhamos na narrativa a vida de Malévola desde a infância, descobrindo que um dia fora uma fada a qual teve as asas cortadas por um príncipe movido pela ambição. A partir de informações como essa, o expectador acaba por entender os motivos que levaram a personagem de características extremamente humanas a “tornar-se má”.

“Histórias Cruzadas”: drama, comédia e esperança

“Como se sente cuidando de uma criança branca enquanto suas crianças estão em casa sendo cuidadas por outra pessoa?”. Essa pergunta abre espaço para o início de uma reflexão não só em Aibileen Clark, a babá negra estadunidense retratada no filme “Histórias Cruzadas”, mas para todos aqueles que assistem ao maravilhoso filme de Tate Taylor. Em meio a uma sociedade repleta de desigualdade e guiada pela segregação racial, surge uma amizade inesperada e emocionante entre duas empregadas negras e uma jovem branca, aspirante a escritora, que decide escrever um livro para mostrar o ponto de vista das empregadas afro-americanas reprimidas por suas patroas. O filme, exibido e discutido no Cine-Debate do Colégio Stockler, intercala cenas emocionantes e cômicas e aborda a luta pelos direitos civis dos negros de forma humana, comovente e verdadeira. – Por: Bruna Martins de Oliveira

Um mundo oculto e maravilhoso?

Mensagens subliminares são conceitos ou ideias transmitidos de modo oculto e dissimulado, visando a influenciar pessoas para uma mudança no comportamento e crenças, ideais, valores morais etc. Como não são filtradas as informações no nível consciente, o senso crítico é burlado, fazendo com que se aceite passivamente as informações recebidas, por meios auditivos e/ou visuais.

Conhece-te a ti mesmo – e teu lado mais negro

Quem somos nós? Até onde vamos para alcançar um sonho? No filme “Cisne Negro”, a atriz Natalie Portman interpreta a bailarina Nina, que consegue o papel de cisne branco e preto no balé “O lago dos cisnes”. Nina não encontra muita dificuldade ao interpretar o primeiro, pois ele é puro, ingênuo e disciplinado, assim como ela mesma. Todavia, quando tenta interpretar o segundo, tudo muda. Sua facilidade vai-se embora. Ele é malicioso, sensual e até maldoso.
As perguntas iniciais continuam dentro do público. Elas levam o telespectador a entrar também em sua própria busca por si mesmo, pelo seu lado obscuro, desconhecido. – Por: Carolina Piai Vieira

“O Segredo dos Seus Olhos”, o segredo dos nossos olhos

Uma mulher estuprada e morta. Um assassino e um viúvo. Um investigador criminal apaixonado pela chefe. Histórias paralelas que se entrelaçam para compor o incrível enredo de “O Segredo de Seus Olhos”, exibido na última edição do Cine-Debate do Colégio Stockler. Entre grandes conflitos, os personagens são capazes de entregar sua vida à alguém, vivem ou morrem por outros, fazem justiça de qualquer jeito, cometem loucuras por amor, ou deixam de cometê-las por receio. Provam que perto de um grande amor, a própria vida não é tão valiosa. Por: Gabriela Quiles

Aleijadinho, o filme

vida do famoso artista barroco mineiro Aleijadinho é retratada por meio de um filme em que se resgatam grandes influências, como seu pai e grandes nomes, como o português Manoel Francisco Lisboa, Claudio Manuel da Costa, entre outros. Também teve grande influência do barroco europeu, que tem como característica o contraste entre a espiritualidade e o teocentrismo da Idade Média com o racionalismo e o antropocentrismo do Renascimento. Suas obras são retratadas no filme, que tem forte caráter religioso. São rebuscadas, detalhistas e expressam as emoções do artista. É evidente como ele estava se sentindo emocionalmente ao fazer cada obra.

“Invictus”: desafiando o impossível

Dirigido por Clint Eastwood, o filme, exibido e discutido no Cine-Debate do Colégio Stockler, aborda a situação racial na África do Sul após o apartheid. Nelson Mandela torna-se presidente do país e vai em busca de fazer de seu povo uma única voz. O presidente vê essa oportunidade no rúgbi, e, com a ajuda do capitão do time, vai em busca do título da Copa Mundial de Rúgbi. – Por Giuliano Ferrari