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Espaço Geográfico

Sede por democracia

A união dos países que participaram da Primavera Árabe: todos lutam pela democracia

Revoltas deixam o mundo árabe em um verdadeiro “clima de guerra”

Bianca Sollitto
Júlia Pedroni

A Primavera Árabe ficou conhecida como uma onda de protestos que se espalhou pelo Oriente Médio e norte da África. Ela se iniciou em dezembro de 2010 com o jovem tunisiano Mohamed Bouazizi, que vivia com sua família vendendo frutas e teve os seus produtos confiscados pela polícia por se recusar a pagar sua propina. Revoltado com a situação, ateou fogo no próprio corpo como forma de manifestação das condições de vida de seu país. Seu gesto inspirou as revoltas árabes, que tinham como foco a derrubada dos ditadores e, consequentemente, a busca por uma democracia onde se pudesse ter liberdade.

As revoltas árabes causaram um verdadeiro efeito dominó, pois foram se espalhando pelo mundo árabe: o que ocorreu na Tunísia desencadeou manifestações em outros países, como Egito, Líbia, Iêmen e Síria. Outra denominação para a Primavera Árabe é de “Guerra Youtube”, pelo importante e fundamental papel da internet para marcar revoltas e denunciar a corrupção dos governos para um número maior de pessoas.

Charge que mostra, de forma metafórica, o famoso "Efeito Dominó"

Charge: Bianca Sollitto e Júlia Pedronie

A “Guerra Youtube” mostrou para o mundo como a população tem força quando usa de modo inteligente a internet. No caso da Primavera Árabe, pelo fato de a internet dar o livre direito de expressão para seu usuário, com a publicação da insatisfação dos cidadãos em redes sociais, os manifestantes se identificaram e uniram, de forma a divulgar onde iriam se localizar o foco das manifestações e seus respectivos horários. Dessa forma, a informação estava fora do controle do governo, permitindo aos habitantes terem voz para expor suas insatisfações e buscar seus direitos.

Quatro dos países citados anteriormente tiveram êxito na derrubada de seus ditadores. Ben Ali, da Tunísia, fugiu do país e foi condenado à 35 anos de prisão. Muammar Kadhafi, que esteve no poder da Líbia durante 42 anos, foi assassinado depois de resistir às revoltas por um longo período. Ali Saleh, à frente do Iêmen por mais de três décadas, reconheceu sua derrota e afastou-se da presidência. Hosni Mubarack, do Egito, foi derrubado, julgado e condenado a prisão perpétua. Porém, além da queda de quatro ditadores, ocorreu a morte de milhares de civis.

Em suma, a Primavera Árabe, não se tratou de algo breve, e sim de uma coisa muito maior, um período de transformações históricas nos rumos da política internacional.

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