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Sociedade e Política

A ascensão da matriz africana

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Réplica de um instrumento musical de origem africana, vindo de Salvador

A cultura africana foi discriminada ao longo dos séculos, desde sua inserção em solo brasileiro. Por meio do tráfico negreiro, os primeiros africanos vieram habitar o Brasil como escravos de engenho, de plantações e de lavouras. Seus costumes foram reprimidos e os escravizados foram obrigados a participar da catequização. No decorrer do tempo, seus costumes passaram a ser mais aceitos.

Atualmente, a aceitação dos traços afros na estética tem crescido. O cabelo crespo cada dia tem deixado de ser considerado ‘cabelo ruim’, muitas youtubers de moda têm incentivado os negros a assumirem suas origens, deixando de lado os alisamentos e relaxamentos. Ademais, o samba (estilo musical de origem negra) tem tido uma grande repercussão mundial, as músicas se tornaram um símbolo nacional, por exemplo, a música “Isto Aqui, O que é?”, de Caetano Veloso. Importante lembrar que mesmo Vargas tendo sido um ditador que matou negros, ele também incentivou parte de sua cultura.

Entretanto, as religiões africanas ainda hoje passam por adversidades. Neste ano, no Rio de Janeiro, uma menina de 11 anos, iniciada no candomblé, foi apedrejada por grupos evangélicos. Segundo o CEPLIR (Centro de Promoção de Liberdade Religiosa), 71% das vítimas de intolerância religiosa estão ligadas a religiões de matriz afro. Por essa razão, ainda temos que lutar em busca de um país sem racismo.

Portanto, é necessário compreender que mesmo diante de tanto avanços ainda há retrocessos. O racismo tem sido muito discutido em instituições educacionais, entretanto, ele ainda se esconde na ideologia brasileira.

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