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Educação e carreira

Os filhos da crise

Ilustração mostra o êxodo dos trabalhadores com a chegada da crise.

O êxodo dos trabalhadores com a chegada da crise.  Imagem: João Paulo

Desde o início da crise econômica brasileira em 2015, muitos trabalhadores brasileiros viram-se desempregados de uma hora para outra. De acordo com o IBGE, o Brasil apresenta atualmente cerca de 13 milhões de desempregados, mas esse número tem caído em relação ao primeiro trimestre desse ano. A redução foi causada principalmente devido ao aumento de trabalhadores informais ou que trabalham por conta própria, algo que vem sendo cada vez mais comum nesses tempos de dificuldade e que tende ser uma saída para aqueles que perderam seus empregos.

Criação de pequenas e microempresas, trabalhos temporários e serviços por conta própria são exemplos de formas encontradas para suprir as mazelas deixadas pela crise econômica.  Em meio a tantas dificuldades, o empreendedorismo foi um fator diferencial do brasileiro, o que justifica o fato de que somente no último ano houve o crescimento de 20% na criação de empresas em comparação a 2015, mostrando que a busca por novas fontes de renda nunca foi tão necessária. Entre os novos negócios, grande parte está concentrada no setor alimentício, sendo estes os mais diversos, desde serviços de delivery até a nova onda dos food trucks.

A imagem mostra a grande quantidade de ofertas para temporários. Fonte: http://veja.abril.com.br/economia/oferta-de-vagas-para-temporarios-de-fim-de-ano-volta-a-crescer/

Grande quantidade de ofertas são para empregos temporários. Fonte: Veja

Outra alternativa muito procurada são os famosos trabalhos temporários, que costumam abrir as portas principalmente nessa época de fim de ano, quando há grande movimentação comercial. Os trabalhos temporários são caracterizados por durarem de 3 a 9 meses, não permitindo a extensão do prazo.  É estimado que cerca de 374.800 novos temporários sejam contratados nesse fim de ano, mostrando o alto interesse tanto da empresa quanto do empregado em adquirir essa forma de trabalho.

Ainda há aqueles que, ao perder o emprego, optam por estudar e especializar-se em alguma área ou fazer um curso de pós-graduação. O objetivo é, no longo prazo, retomar uma carreira tradicional em uma grande empresa, por exemplo.

A criação e o crescimento dessas alternativas de trabalho mostram que, mesmo em épocas de recessão, é possível movimentar a economia de diferentes formas. Até que a economia se estabilize, deverá ser cada vez mais comum a abertura de portas para essas formas de trabalho, diversificando cada vez mais o mercado de trabalho e o modo de pensar dos futuros trabalhadores.

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