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Canto da Filosofia

Mídia e massa popular: uma caso de manipulação

Seres com capacidade reflexiva condenada pela manipulação de informações da mídia, representada pela forca. Desenho: Beatriz Nascimento.

Cidadãos têm a capacidade reflexiva condenada pela manipulação da “forca” da mídia. Imagem: Beatriz Nascimento.

Na busca por maior poder sobre a população, os veículos jornalísticos manipulam as informações transmitidas de acordo com interesses políticos, econômicos e sociais 

A mídia representa todas as plataformas utilizadas para a comunicação em massa, como a internet, os jornais e a televisão. Além disso, a sua função de mediar a relação entre o emissor e seus receptores pode ser compreendida como ferramenta essencial para o controle e a manipulação daqueles que recebem as informações. No Brasil, a imprensa certamente tem o poder de controlar essas informações, de acordo com os interesses dos veículos.

Em primeiro lugar, pode-se afirmar que o campo econômico interfere no jornalístico, a partir do momento em que as notícias são vendidas de acordo com os interesses econômicos de cada veículo, transformando-os em espécies de “indústrias”. George Orwell disse que “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Essa é a situação do jornalismo brasileiro nos dias de hoje. Além disso, os veículos estão em constante busca de poder sobre os receptores através da manipulação de informações, que ocorre, às vezes, por padrões de indução, ocultação, fragmentação e inversão dos fatos, sejam eles políticos, culturais, econômicos ou sociais. Nos momentos decisivos da política brasileira, os veículos jornalísticos realizaram propaganda política para o lado que apoiavam. No processo de votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, por exemplo, a imprensa de direita mostrava os atos que o vice-presidente Michel Temer tomaria caso assumisse a presidência, enquanto a imprensa de esquerda mostrava a legitimidade da governante de então, e seu vice como um golpista.

Por outro lado, aqueles que afirmam que os veículos jornalísticos atuam sem interesses definidos dizem que o receptor tem a intencionalidade em suas mãos, ou seja, ele pode decidir sua posição em relação aos fatos apresentados. Entretanto, não se deve entender a notícia publicada por determinado veículo como o fato, mas sim como uma versão dos fatos através dos olhares das grandes empresas que controlam o monopólio da mídia no Brasil. A Indústria Cultural, por exemplo, a partir da alienação, influencia a formação de indivíduos com baixa capacidade reflexiva, devido às ideias prontas impostas pela mídia. Segundo Adorno, a manipulação tem por objetivo fazer com que, em um sistema capitalista, a classe alienada não reflita sobre a situação em que se situa e, assim, não se revolte contra os donos dos meios de mídia.

Portanto, a mídia tem o poder de controlar e manipular as informações transmitidas e quem aceitar que aquela visão do veículo é a única correta será manipulado se conceder toda a credibilidade. Isto, de certo modo, influencia as decisões políticas da população e atrapalha o funcionamento de uma democracia. Não há como controlar o trabalho dos jornalistas e os dados que são publicados, mas, a partir de uma análise crítica baseada em buscas em diferentes fontes, é possível escolher no que se deve acreditar.

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