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Acontece no Stockler

Três gerações engenhosas

engenheirosEngenharia é uma carreira ampla e procurada por muitos, porém é muito difícil saber o que esperar da faculdade. Além disso, muitos estudantes não sabem se estão na carreira certa ou como será após a faculdade. Para esclarecer essas dúvidas e outras foram entrevistadas três engenheiros de faixas etárias diferentes: Camila Abdala Hennies, de 22 anos, que concluiu o Ensino Médio no Colégio Stockler e irá se formar esse ano em Engenharia de Produção pelo Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI);  Carlos Tadeu Lauand, de 47 anos, formado em Engenharia Eletricista também pela FEI e pós-doutor pela POLI; e Wildor Theodoro Hennies, de 80 anos, formado em Engenharia de Minas e Metalúrgica pela Escola Politécnica da USP (POLI) e que apresenta um currículo com 47 páginas.

Como foi sua experiência no Mergulho das Carreiras do Stockler de 2010?

Camila: O mergulho me mostrou várias visões de uma mesma carreira. Fez ver outros modos de observar a engenharia. Além de que os palestrantes presentes eram interessados pela sua área, passando esse interesse para frente. Consegui ter uma noção do que me esperava na profissão, além de tirar qualquer dúvidas que tinha.

Porque você decidiu ser engenheiro da área escolhida?

Camila: Escolhi produção pois é uma área ampla que cuida de todos os processos. Gosto muito de buscar soluções e melhorias.

Carlos: Escolhi eletricista, pois já tinha contato com a eletrônica durante o Ensino Médio.

Wildor: Escolhi Minas e Metalúrgica, pois passei em penúltimo. Então só tinha engenharia civil e essa opção, a qual optei pois durava 6 anos, e eu queria algo mais duradouro.

Como fui sua experiência na faculdade?

Camila: No começo, as matérias que aprendi não fazia muito sentido, foi apenas no final que as aplicações práticas da matéria fizeram sentido.

Como foi em questões de emprego após sair da faculdade?

Carlos: Meu primeiro emprego foi um estágio na Jakkotecnica, onde eu programava um supermicro. Porém eu me formei durante o Plano Collor, então não tinha emprego para ninguém. Assim, abri uma empresa de diagramação de livros. Em 1998 queria trabalhar na engenharia, e comecei meu mestrado, depois o doutorado até chegar no pós-doutorado. Então, ingressei no trabalho de mercado acadêmico. Fui coordenador da FISP e FMU. Atualmente sou docente na FAAP.

Wildor: Assim que me formei fui convidado para ser professor na POLI. Como o contrato demorava seis meses para sair, fui para a Amazônia durante 50 dias para estudar uma mina de minério de ferro. Nisso recebi uma proposta da Vale para fazer uma especialização na Suécia, mas como já estava comprometido com a POLI, recusei. Demorei 7 anos para realizar meu doutorado, fiz o pós-doutorado na Alemanha e depois a livre-docência. Durante esse tempo fiz CPUR onde recebi uma carta patente assinada pelo Presidente da República, que na época era o Juscelino Kubitschek.

Quantos anos você demorou para chegar no ápice de sua carreira?

Carlos: Ainda não cheguei no meu ápice, mas demorei nove anos para chegar onde estou.

Wildor: Demorei 21 anos.

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