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Canto da Filosofia

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“Homo homini lupus” – a essência humana

“Homo homini lupus”, como escreveu o dramaturgo romano Platus, exprime a relação social que sempre esteve presente entre humanos. Admitimos, desde Descartes, que temos de contradizer a natureza, conquistando-a, transformando-a e destruindo-a. Desde Darwin, afirmamos que somos descendentes dos primatas, muito embora nos excluamos dessa árvore genealógica para idealizar uma cultura civilizada independente. Desde Hobbes e Rousseau, começamos a discutir conceitos relacionados ao poder do soberano; convencemo-nos, desde Freud, de que as guerras decorrem do nosso egoísmo e da nossa suposta superioridade. Vivemos em um mundo em constante degradação por seu próprio habitante, apesar de nos considerarmos seres evoluídos. Seria mesmo o homem lobo do próprio homem, como dissera Platus – e depois, Hobbes – ou a Natureza é quem estaria contra nós? – Por: Leticia Jaw.

Como “ignorar” os anúncios que nos cercam?

Segundo o filósofo Adorno, “a Indústria Cultural impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente”. Ou seja, as propagandas criam seres incapazes de avaliar o que se deve ou não comprar, o que faz com que a desigualdade em nossa sociedade seja acentuada progressivamente pois vivemos uma distopia onde admitimos o “ter” como “ser”. – Por: Maria Fernanda Sasson e Mijal Mikalef.

Indústria (a)cultural e alienação

A sociedade em que vivemos é nitidamente influenciada pela mídia. Todos os dias somos bombardeados por propagandas e notícias (nem sempre imparciais) e acabamos condicionados a um determinado comportamento. Nossas ações passam a ser comandadas pela indústria cultural. Pensamos que somos os senhores, os reis que ditam o que a mídia expõe, quando, na verdade, é o capitalismo (a busca por lucro) que manda.

Consumo: o novo brinquedo das crianças

A publicidade infantil estimula o consumo de alimentos gordurosos e pouco nutritivos, a segregação social, a falta de preocupação ambiental e a preferência dada ao consumo no lugar da brincadeira. O consumo também supre o vazio gerado pela falta de afeto. Os pais se sentem obrigados a comprar para compensar sua ausência e, caso neguem o pedido, se tornam “vilões”. Como esperar um mundo melhor se ensinamos as crianças a serem consumidores precoces e, consequentemente, piores do que nós? – Por: Victoria Raissa Raiol Silva.

Mídia: formação e manipulação

Desde o surgimento dos meios de comunicação e mídia, como jornais, televisão e internet, há a manipulação. Essa manipulação cresceu no final do século XX e na primeira década desse século devido à popularização e à reafirmação de meios de comunicação de massa. Isso causa um enorme prejuízo à sociedade e seu desenvolvimento, formando cidadãos com pouca capacidade reflexiva e que buscam sempre seguir um modelo de vida imposto pela mídia.

A influência do cinema

A arte vem perdendo sua autenticidade ao longo dos séculos. Dos muitos fatores que levaram a essa mudança, destaca-se a transformação da sociedade, o avanço da tecnologia e das novas mídias. Adorno, grande filósofo do século XX, desenvolveu uma teoria muito fundamentada sobre isso, chamando esse novo “modo” de arte de indústria cultura ou cultura de massa.

O funk na cola dos pensadores!

Valesca Reis Santos, famosa cantora do funk carioca, gerou uma enorme polêmica no início do ano de 2014 com o hit “Beijinho no ombro”, atingindo quase quarenta milhões de visualizações no site YouTube até o final de setembro. Toda a discussão começou quando o professor Antonio Kubitscheck citou o nome artístico da cantora (Valesca Popozuda), em uma questão de uma prova de filosofia, chamando-a de “pensadora contemporânea”. Lisonjeada, ela devolve: “Agradeço ao professor Antônio por ter lembrado da Valesca Popozuda. Ele queria causar – vi a entrevista dele hoje –, mas ele não sabia que ia causar tanto desse jeito”. Em entrevista para o blog, Valesca responde que ainda há grande preconceito contra o funk – porém, ele está sendo quebrado aos poucos. – Por: Pedro Saliby

À Ordem e ao Progresso

Em uma pesquisa realizada pelo Programa das Nações unidas para o desenvolvimento, revelou-se que os brasileiros acreditam que um dos pontos mais importantes para a melhoria da vida do cidadão é a mudança dos valores morais no Brasil. Na opinião pública, o código moral é peça-chave para transformações no país, juntamente com educação política interna, violência e emprego. O resultado obtido surpreendeu os pesquisadores, mas é um resultado lógico, baseado nos pensamentos de Comte.

Arte massificada… e exposta

O ser humano que vive no capitalismo pós-industrial é marcado por idéias e concepções lançadas pela indústria cultural, pela indústria que determina o nosso modo de vida por curtos períodos constantes de tempo. A aura é uma contemplação, uma coisa que aparece distante, mesmo que esteja perto. As massas atualmente, entretanto, não querem o distanciamento! Ao contrário, elas querem ter algo o mais próximo possível, perdendo o caráter único de cada coisa. Logo, a aura é destruída e ao invés da unidade e durabilidade, temos a transitoriedade e repetibilidade (imagem). Foi também por seguir os conceitos impostos pela sociedade na indústria cultural que o valor de culto (obras criadas a serviço de um ritual) deu lugar ao valor de exposição (obras criadas a partir de sua exponibilidade).

Reprodução e aura artística

Em seu texto filosófico, “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica,” Walter Benjamin discute as tendências evolutivas da arte e a reprodutibilidade técnica das obras. Essa reprodutibilidade refere-se ao fato de que as imagens e obras podem agora ser reproduzidas em massa. Benjamin menciona, inclusive, que “em sua essência, a obra de arte sempre foi reprodutível” e que a arte sempre foi reproduzida. Porém, a forma dessa reprodução evoluiu com o tempo, indo da xilogravura para a litografia e, enfim à fotografia e o cinema, onde a “mão foi liberada das responsabilidades artísticas mais importantes, que agora cabiam unicamente ao olho.”