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Artes e espetáculos

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Techno, arte e indústria cultural

Todo mundo sabe o que é, ou já ouviu falar de música eletrônica. Recentemente, nossas telas foram tomadas por imagens de grandes festivais, como a Tomorrowland, nossas atenções foram voltadas aos grandes Mainstages e aos artistas que fazem parte do movimento EDM (Eletronic and Dance Music). Porém, ao mesmo tempo em que vemos essa indústria crescer e ruir, há diversas culturas acontecendo e se desenvolvendo nas sombras, no underground.

A harmonia da vida

A música é muito influente em nossas vidas desde pequenos, e se tornará cada vez mais importante com o passar dos anos e das gerações. Ela se mostra como uma ciência exata, com suas métricas e regras de harmonia, mas também como uma forma de arte, com sua capacidade de nos provocar emoções e sensações. Sendo assim, quais seriam sua aplicações e a melhor forma de compreendê-la?

Games: o império contra-ataca

Nos tempos atuais, videogames têm uma grande presença na vida de muitos jovens, adolescentes e adultos. Essa popularidade é tão grande que se equipara à indústria do cinema. Alguns países, como a Coreia do Sul, já consideram videogame como parte de sua cultura, já que milhões de pessoas ligam as suas televisões para assistir às competições de jogos eletrônicos, os “E-Games”, porém, infelizmente esse não é o caso do Brasil. Até o final do ano passado, a ex-ministra Marta Suplicy não considerava os “games” como cultura, porém, o novo ministro da cultura Juca Ferreira, ao contrário de sua antecessora, apoia a ideia de que videogames devem ser reconhecidos como cultura. O ministro afirmou que inicialmente fará com que haja uma diminuição de impostos e mais investimentos no setor.

No ar, os áureos tempos da música brasileira

A história da rádio, no Brasil, tem seu início oficial no dia 20 de abril de 1923, no momento que o antropólogo e educador, Roquete Pinto e seu professor, Henrique Moritza, fundaram a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. O lema proferido por eles era: “Trabalhar pela cultura dos que vivem em nossa terra e pelo progresso do Brasil”. Assim, acreditavam que o rádio poderia ser utilizado como instrumento cultural e pedagógico. Mais tarde, na década de 1930, o rádio já era considerado o primeiro e único veículo de comunicação que atingia as grandes massas do país. Ele passa, nesse momento, a desempenhar uma grande tarefa: expandir os novos valores que eclodiam para toda sociedade brasileira devido ao processo de urbanização industrial. Recordar e ter conhecimento dessa maravilhosa época de ouro do rádio é valorizar e preservar a história nacional e, para isso, realizamos uma entrevista com a cantora Alaíde Costa. – Por: Renato Maklouf Calache.

Música eletrônica… no Brasil?

No passado, o Brasil não tinha grande influência no cenário da música eletrônica mundial. Grande parte dos brasileiros ouvintes de música eletrônica ouviam apenas música de produtores estrangeiros e se contentavam em ver seus produtores favoritos poucas vezes ao ano quando fizessem uma turnê pelo Brasil. Porém, o cenário tem mudado. Produtores brasileiros têm cada vez mais espaço no cenário global e suas obras recebem maior reconhecimento por grandes artistas mundiais. Mas seria esse avanço musical uma coisa benéfica? Com certeza sim.

Arte, a mentira que nos permite conhecer a verdade

Muito mais do que um conjunto formado pela escultura, artes gráficas, arquitetura, pintura e artesanato, as artes plásticas são uma forma de captar as emoções e o deslumbramento diante dos acontecimentos do mundo real e imaginário. É a eternização da singularidade de um indivíduo e do ser humano como um todo. Segundo o artista plástico Deneir de Souza Martins “Como antenas que captam os rumores do mundo, o artista percebe o que passa pelo imaginário coletivo e transforma esta enorme quantidade de informação em arte”. É, portanto, o indivíduo que enxerga ou assimila o cotidiano de uma forma diferente, transformando-o em algo concreto.
A arte se insere de alguma forma, em todos os aspectos do nosso dia a dia. A questão visual, nesse sentido, está presente em inúmeras atividades, seja no grafite das ruas, na tela do computador e celular ou até mesmo no simples design de um caderno escolar. A cultura, portanto, é essencial e onipresente. Surge então a figura do profissional ligado a essa área, o artista plástico. Formada em 1987, a artista plástica Ana Claudia Camargo, possuía, desde a infância, um enorme interesse e talento em atividades ligadas à produção artística. Através do contato com cursos de trabalhos manuais, desenhos, modelagem e artesanato, decidiu transformar a paixão em carreira, ingressando no curso da FAAP. A seguir, ela nos conta um pouco sobre sua trajetória profissional.

A arte supera os estigmas

As doenças psíquicas afetam o cérebro, conduzindo os pacientes a deterioração de um pensamento organizado. Existem diversos tipos de psicoses, com diferentes graus de intensidade, porém uma das mais conhecidas por nós é a esquizofrenia. Essa patologia é uma doença crônica, (que se desenvolve geralmente na adolescência e na fase adulta) e transporta o paciente para além da realidade, ou seja, um mundo restrito a si mesmo, em que nada que se passa ao seu redor o afeta. Os fatores desencadeadores da doença são: a genética, o contato do humano com o meio em que está inserido, ou seja, o estilo de vida.

Canções para o dia de amanhã

Tomorrowland é um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, e desde 2005 ocorre anualmente na cidade de Boom, na Bélgica. O festival traz como sua principal atração os músicos mais bem sucedidos do ramo. No decorrer dos anos, o Tomorrowland ganhou uma grande popularidade, que se deve a quantidade de pessoas de inúmeras nacionalidades que frequentam o evento e sua diferenciada infraestrutura em relação à arquitetura e ao design dos palcos.

Um “Era uma vez” que já era

De forma determinista, podemos pensar que desde que nascemos, somos moldados pela sociedade, pela mente coletiva, e levados a acreditar que o mundo seja dividido entre céu e inferno, homens e mulheres, negros e brancos, o bem e o mal, o certo e o errado. Com a evolução da ciência e da psicanálise, todavia, tem se visto um aprofundamento na compreensão dos porquês do mundo e um reposicionamento das pessoas em relação a suas ideologias, antes baseadas em conceitos pré-estabelecidos e dogmas. Isso tem se refletido diretamente, e cada vez mais, na produção da indústria cultural, que tem de se adaptar a um consumidor mais pensante. Nesse sentido, a Disney vem criando diversos filmes com novos conceitos sociais, que não seguem mais à risca seu antigo padrão de contos de fada. Esse é o caso do filme “Malévola”, estrelado por Angelina Jolie, em que vemos um aprofundamento na história da vilã do conto “A Bela Adormecida”, animado pela produtora em 1959. Acompanhamos na narrativa a vida de Malévola desde a infância, descobrindo que um dia fora uma fada a qual teve as asas cortadas por um príncipe movido pela ambição. A partir de informações como essa, o expectador acaba por entender os motivos que levaram a personagem de características extremamente humanas a “tornar-se má”.

Vandalismo ou arte?

Muitos confundem grafite com a pichação. Mas há uma grande diferença: o grafite é considerado uma arte de rua, e a pichação uma atitude de vandalismo.