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A ditadura da aparência

O ser humano parece geneticamente programado para fingir: a gente finge que não dói, só pra não passar vergonha; finge achar legal, só pra se passar de legal; finge que gosta, só pra não ser ridicularizado; e a gente finge que é, quando na essência, nada é. A gente distorce a forma, a fim de criar espaço. Não é de hoje que somos diariamente submetidos a um forte apelo da sociedade, mas algo que percebemos, nos últimos tempos, é a preocupante e alarmante supervalorização da estética. Abrimos as revistas, ligamos a televisão, olhamos outdoors pelas ruas, acessamos a internet, e lá estão: corpos com ideais perfeitos, expostos, impostos, pregando uma imagem irreal. Palmas para aqueles que conseguem viver em um mundo onde isso é normal: a repressão tornou-se hábito. – Por: Giovanna Emerici e Isabella Campos.

Embalagem plástica para a geração Mattel

Em uma sociedade obcecada pela perfeição, cirurgias plásticas e intervenções físicas são cada vez mais comuns: rinoplastias e implantes mamários são considerados normais e aceitáveis. Todavia, tais intervenções parecem não atender aos desejos de uma minoria que leva seus corpos até o limite, apenas para ficarem semelhantes a meros bonecos de plástico. Há o surgimento crescente de uma massa de pessoas que através de cirurgias plásticas busca atingir um determinado modelo estético exagerado. As “Barbies” e os “Kens” humanos chocam por sua adoração ao padrão corpóreo dos famosos bonecos da Mattel. Mas, afinal, até que ponto um ser humano está disposto a arriscar a própria saúde? E de onde surge essa vontade tão compulsiva? – Por: Amanda Andari e Luana Abrao.

Tenho, logo existo

Nossa sociedade valoriza o tempo e o volume do consumo. O mercado é o grande divisor e unificador das classes sociais, porque da mesma forma que as pessoas de diferentes classes desejam possuir os mesmos produtos existentes no mercado (visto que, teoricamente, eles são oferecidos a todos), ele as afasta porque apenas as classes mais altas podem obtê-los. Esse desejo comum relaciona-se à chamada “inclusão sócio-simbólica”, na qual os “excluídos” da sociedade só são iguais aos outros no momento em que também são capazes de consumir algo que apenas os “incluídos” possuem. A expansão da classe média aproximou a periferia do universo das marcas “premium”. Grande parte das pessoas prefere produtos de qualidade e acredita que o consumo de marcas de grife melhora a qualidade de vida. Os “rolezinhos” mostram isso, pois aqueles que participam recebem salários mínimos mas compram vestuário que custam centenas de reais cada peça. O acesso a produtos de marca também pode reduzir o preconceito a que esses jovens são expostos. Mas qual o preço de ter que consumir para ser integrado socilamente? – Por: Giovanna Douek e Luisa Pantarotto.

O homem que quer ser desejado

O público masculino já é alvo para muitas indústrias de cosméticos: cada vez mais há o interesse pelo embelezamento dos mesmos, tornando-os de vaidosos até metrossexuais – uma tendência nova, porém com uma potência extraordinária para esse novo mercado no capitalismo e consumo. Muitos homens atualmente se preocupam com a estética diariamente e, como consequência disso, muitas marcas famosas, como a Dior, afirmam um crescimento inesperado nos produtos feitos ao público masculino, que, no caso, foi em torno de 30%. Outros produtos como sabonetes líquidos, cremes barbeadores, desodorantes, perfumes e cremes anti-idade tiveram um crescimento médio de 10% aproximadamente, segundo uma pesquisa feita pela ACNielsen. Já o presidente do Laboratório Sklean afirma existir um crescimento de, aproximadamente, 25% ao ano nesse setor, influenciando um maior investimento nessa área.

A impossível silhueta da Barbie

Alguma vez você já teve a sensação de que não era bom o suficiente? Muitas vezes as pessoas sentem obrigação em ser “perfeitas”, mesmo que a perfeição não exista. Grande parte da sociedade critica as pessoas por sua aparência física, criando expectativas sobre como os outros deveriam ser sem dar importância a suas personalidades e atitudes, o que infelizmente torna a convivência em grupo difícil. Hoje em dia o corpo perfeito é baseado nos padrões de beleza que são transmitidos pelos meios de comunicação – ou seja, seguindo a influência de modelos e famosos que são, em sua grande maioria, magros e com um corpo definido. Essa influência faz com que adolescentes e jovens se sintam pressionados pela sociedade, o que facilita o desenvolvimento de transtornos psicológicos e alimentares. – Por: Beatriz Galli Filgueiras e Betina Pilatti Ramos.

15 minutos de fama em uma sociedade perdida

A fama, hoje em dia, é passageira. O que hoje pode estar em “alta”, amanhã pode ser visto como algo negativo. Ou como Andy Warhol chamou de “15 minutos de fama”. Então, podemos entender que um “famoso” hoje é alguém que coloca uma roupa de carne e não mais alguém que trabalha contra a AIDS ou contra a fome no mundo. – Por: Luiza Strauch e Stéphanie Faralli.

E-Celebrid@des

A cada minuto que passa, alguém em alguma parte do mundo esta pensando em inovar: são novas tecnologias, novas maneiras de se comunicar, maneiras de “aproximar” o mundo inteiro. Isso possibilita que qualquer pessoa se promova – sem ao menos sair de casa é possível atingir níveis surpreendentes de popularidade.

Crônica: Sonhando alto

É sexta-feira, dia de movimento, muito movimento. Julia se prepara: passa a sua maquiagem, arruma o seu cabelo, respira fundo e olha o local calmo que vai lotar em alguns minutos. Já tem fila lá fora, estão esperando o melhor bar-restaurante da cidade abrir, com música ao vivo; hoje a banda vai tocar anos 80, mas as pessoas mais jovens vêm também.

Fama: tudo por ela?

Algumas pessoas são extremas em relação a conseguir fama. Vale a pena fazer de tudo para conquistar-la? Tem gente que quer ser famosa e acaba jogando tudo pra trás, mas será que vale qualquer coisa pra chegar até lá? As pessoas querem tanto essa tal de fama que acabam passando por situações bem inconfortáveis; estão tão determinadas a chegarem no topo, que acabam sofrendo golpes, pessoas que dizem que vão te ajudar e depois desaparecem, passam por humilhações etc.

Celebridades são mais importantes do que cientistas?

Hoje em dia, na nossa sociedade, existe uma grande inversão de valores de acordo com cada profissão. Pessoas que estudam muito, se esforçam e trabalham demais, muitas vezes não conseguem ganhar, em um ano, o que outros ganham em 1 mês!