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Cine-História

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Um “Era uma vez” que já era

De forma determinista, podemos pensar que desde que nascemos, somos moldados pela sociedade, pela mente coletiva, e levados a acreditar que o mundo seja dividido entre céu e inferno, homens e mulheres, negros e brancos, o bem e o mal, o certo e o errado. Com a evolução da ciência e da psicanálise, todavia, tem se visto um aprofundamento na compreensão dos porquês do mundo e um reposicionamento das pessoas em relação a suas ideologias, antes baseadas em conceitos pré-estabelecidos e dogmas. Isso tem se refletido diretamente, e cada vez mais, na produção da indústria cultural, que tem de se adaptar a um consumidor mais pensante. Nesse sentido, a Disney vem criando diversos filmes com novos conceitos sociais, que não seguem mais à risca seu antigo padrão de contos de fada. Esse é o caso do filme “Malévola”, estrelado por Angelina Jolie, em que vemos um aprofundamento na história da vilã do conto “A Bela Adormecida”, animado pela produtora em 1959. Acompanhamos na narrativa a vida de Malévola desde a infância, descobrindo que um dia fora uma fada a qual teve as asas cortadas por um príncipe movido pela ambição. A partir de informações como essa, o expectador acaba por entender os motivos que levaram a personagem de características extremamente humanas a “tornar-se má”.

Paz, amor e música

O Festival de Woodstock nos Estados Unidos foi um evento que certamente paralisou o mundo numa época em que as Forças Armadas mundiais pareciam estar a pleno vapor, em função dos vários conflitos globais que ocorriam, como por exemplo, a Guerra do Vietnã. Nesse período, muitos soldados americanos estavam em combate no Vietnã, devastando o país e destruindo, também, o exército americano. O movimento no qual o Woodstock estava englobado era a favor da volta das Forças Armadas americanas aos Estados Unidos. Muito rico em cores, música, arte e psicodelia, o festival influenciou diversos movimentos como o hippie, e inspirou-se em grandes nomes da música como Beatles, Janes Joplin, Jimi Hendrix e The Who.

É sobre lixo, mas é extraordinário

“Lixo Extraordinário”, exibido e discutido no Cine-Debate do Stockler, é um filme que, quanto à qualidade, tem muito de extraordinário e quase nada de lixo. Não só possui um roteiro muito bem feito, que certamente agrada aos verdadeiros fãs de cinema, como também comove o público e nos coloca diante da realidade brasileira, muitas vezes ignorada. O filme retrata a produção artística de Vik Muniz que, com a ajuda de catadores, produz obras de arte com lixo e objetos encontrados no próprio local. – Por: Julia Moioli

“O Segredo dos Seus Olhos”, o segredo dos nossos olhos

Uma mulher estuprada e morta. Um assassino e um viúvo. Um investigador criminal apaixonado pela chefe. Histórias paralelas que se entrelaçam para compor o incrível enredo de “O Segredo de Seus Olhos”, exibido na última edição do Cine-Debate do Colégio Stockler. Entre grandes conflitos, os personagens são capazes de entregar sua vida à alguém, vivem ou morrem por outros, fazem justiça de qualquer jeito, cometem loucuras por amor, ou deixam de cometê-las por receio. Provam que perto de um grande amor, a própria vida não é tão valiosa. Por: Gabriela Quiles

Aleijadinho, o filme

vida do famoso artista barroco mineiro Aleijadinho é retratada por meio de um filme em que se resgatam grandes influências, como seu pai e grandes nomes, como o português Manoel Francisco Lisboa, Claudio Manuel da Costa, entre outros. Também teve grande influência do barroco europeu, que tem como característica o contraste entre a espiritualidade e o teocentrismo da Idade Média com o racionalismo e o antropocentrismo do Renascimento. Suas obras são retratadas no filme, que tem forte caráter religioso. São rebuscadas, detalhistas e expressam as emoções do artista. É evidente como ele estava se sentindo emocionalmente ao fazer cada obra.

Você está DEMITIDO!

O trabalho é uma necessidade do ser humano, principalmente no estado capitalista. Ele é que faz as ideias se realizarem, serem construídas e dar a possibilidade de mudar de vida. Porém, a falta dele afeta mais a vida das pessoas do que a sua presença. Crises financeiras e demissões diárias provocam um colapso geral, tanto na vida dos trabalhadores quanto nas suas perspectivas.

“Invictus”: desafiando o impossível

Dirigido por Clint Eastwood, o filme, exibido e discutido no Cine-Debate do Colégio Stockler, aborda a situação racial na África do Sul após o apartheid. Nelson Mandela torna-se presidente do país e vai em busca de fazer de seu povo uma única voz. O presidente vê essa oportunidade no rúgbi, e, com a ajuda do capitão do time, vai em busca do título da Copa Mundial de Rúgbi. – Por Giuliano Ferrari